Segurança Cibernética: Os riscos de impacto para o negócio

Uma análise de riscos para um negócio no século XXI não poderia estar completa sem levar em conta a questão da segurança cibernética. Afinal, mesmo uma empresa cujo core business não é de TI depende da tecnologia para vários aspectos estratégicos de suas atividades. À medida que os usos positivos da tecnologia se desenvolvem, os cybers riscos também aumentam.

Neste post, veremos o impacto que podem proporcionar a um negócio, a possibilidade de mantermos o controle da situação, de que forma podem impactar uma transação e como é possível administrar a questão.

Os cybers riscos na atualidade

Mesmo estando familiarizado com riscos financeiros e riscos operacionais, surge o questionamento: será que conhecemos os cybers riscos? Há uma diversidade e variedades dos mesmos, dessa forma percebe-se que listá-los não é tarefa simples. Porém procuraremos conferir alguns dos principais.

1. Vazamento de informações dos clientes

O vazamento de informações a clientes resulta dos erros internos ou de ataques intencionais. A informação vazada ocasiona graves prejuízos às pessoas afetadas, bem como desgastes financeiros ou morais, conforme o tipo de informação repassada.

Ao mesmo tempo, fica nítido que a empresa também será prejudicada, vindo a perder a  credibilidade. O relacionamento e a retenção de clientes ficam fragilizados, ocorrendo queda de receita. Além disso, a instituição poderá tornar-se alvo de processos, por que tem responsabilidade sobre as informações compartilhadas.

2. Vazamento de informações da empresa

Alguns tipos de informações da empresa que podem vazar são: carteira de clientes, tabela de preços, planos de marketing ou projetos de novos produtos. Chegando ao conhecimento dos concorrentes, elas anulam sua vantagem competitiva.

Os vazamentos de informações da empresa, na maioria dos casos, ocorrem devido à ação de funcionário da organização, responsável pelo compartilhamento desse informe. São os colaboradores que, com ou sem intenção de causar prejuízos, permitem que esse relatos  passem a elementos de outras empresas.

3. Perda de dados

Antigamente, os registros das atividades na empresa eram registrados no papel, entretanto com o decorrer do tempo as anotações ficavam deterioradas. Nesse ínterim, o computador passava a desempenhar uma relevância no armazenamento das informações empresariais, todavia, quando os computadores da empresa sofressem algum dano, os dados estavam em perigo.

Atualmente as informações das empresas são salvas em servidores na nuvem, no entanto, isso não significa que o risco de perda de dados acabou. E, quando isso acontece, os principais transtornos incluem erros, atrasos e retrabalho, além de gastos adicionais na tentativa de recuperá-los.

4. Divulgação de conteúdo inapropriado, infração de direitos autorais, disseminação de informação falsa.

Uma grande parte das empresas produz e publica conteúdos  na internet, com propósito de investir no marketing e essa atividade envolve seus próprios cybers riscos:

  • A divulgação de conteúdo inapropriado (que podem ser interpretados como discriminação) desvirtuam  a imagem da empresa.
  • A infração de direitos autorais (utilização de imagens nas redes sociais da empresa sem fazer a devida referência à fonte) ocasionam possíveis processos.
  • A disseminação de informação falsa lesa a credibilidade de uma empresa.

Acredita-se que esses são riscos pequenos, todavia considerando o alcance de tudo que é publicado na internet, qualquer pequeno deslize assume grandes proporções. E não são raros os casos de organizações, as quais se tornaram alvo de graves críticas, após  cometerem erros despertadores da atenção dos internautas.

Além disso, é necessário analisar a questão por outro ângulo. Há Indivíduos associando a marca da empresa conteúdo inapropriado, infringindo direitos autorais, disseminando informação falsa sobre a instituição. Uma vez que Grandes marcas são até usadas para dar mais realidade a fraudes e golpes de estelionato na internet.

Se essas situações não forem identificadas e combatidas, a organização sofre as consequências mesmo sem ter nenhum envolvimento. Portanto, faz-se relevante contar com meios de monitoramento à internet com o propósito de identificar quaisquer menções diretas ou indiretas à sua empresa que sejam prejudiciais, então tomando as medidas cabíveis.

A gestão de riscos para a segurança cibernética

Os cybers riscos precisam ser tratados com uma atitude proativa. Em outras palavras, é fundamental identificar as vulnerabilidades e, então, prever e analisar seus impactos. O passo seguinte será adotar as ações e soluções pertinentes à manutenção de uma  organização protegida.

Não existe uma fórmula única na gestão de riscos à segurança cibernética. A empresa deve reconhecer suas prioridades, em grande parte determinadas a partir da relação entre probabilidade e gravidade do impacto de cada risco.

Um ponto o qual merece ser frisado é que devido à natureza interconectada de tudo que diz respeito ao mundo cibernético, uma vulnerabilidade em uma área considerada de baixa prioridade poderá servir como porta de entrada a problemas em áreas mais importantes.

Além disso, é necessário ter em mente que a segurança cibernética não se resume ao setor de TI. Considerando como a tecnologia está entranhada em diversas atividades de diferentes setores da empresa, só é possível manter o controle sobre os cybers riscos caso todos estejam alertas e preparados.

A importância de uma política de segurança cibernética

Entre as intervenções a serem utilizadas, uma das mais essenciais é a criação de uma política de segurança cibernética. Trata-se do conjunto de práticas formalmente estabelecidas, encorajadas e disseminadas dentro de uma organização, com o objetivo de afastar os cybers riscos. Verifique alguns exemplos das práticas que podem compor a política da sua empresa:

Para os colaboradores em geral:

  • Não realizar downloads pessoais, não autorizados, nos computadores da empresa;
  • Não acessar sites
  • Não levar informações internas para fora da empresa, salvas em drives portáteis pessoais (como pendrives);

Para a gestão de TI:

  • Programar antivírus em todas as máquinas e mantê-los atualizados;
  • Adotar a armazenagem em nuvem, seja como alternativa principal ou backup à armazenagem em servidores locais;
  • Criar usuários e senhas individuais a cada colaborador, com níveis de acesso definidos conforme sua função e responsabilidades, nos diferentes softwares e aplicativos usados dentro da empresa.

Em conjunto com a política de segurança cibernética, também é necessário promover a conscientização da equipe e, em vários casos, oferecer treinamentos específicos aos colaboradores. Apesar de o mundo digital fazer parte do cotidiano, isso não significa que todos entendam os cybers riscos ou saibam como devem proceder para evitá-los.

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