Risco Financeiro: os principais Riscos de Crédito

Como vimos no artigo anterior, o cotidiano de uma empresa é marcado por desafios e oportunidades. Na esfera financeira é essencial que a organização calcule os riscos financeiros que envolvem sua operação.

Mas o que é o cálculo de risco financeiro? Basicamente este cálculo é uma tentativa de medir/quantificar o grau de incerteza sobre as operações, quais as chances de obter o retorno esperado.

Os riscos financeiros podem ser divididos em quatro grandes grupos principais: risco de mercado; risco operacional; risco de crédito; e risco legal.

Hoje veremos quais são os subtipos mais comuns de risco de crédito, para que a gestão estratégica possa ser trabalhada considerando estas variáveis:

  • Risco de Inadimplência: este é o principal risco de crédito a que uma organização está exposta. Refere-se à perda de capacidade pagadora da parte tomadora de crédito e é responsável pelos maiores desequilíbrios de caixa e por boa parte dos maus resultados financeiros. Este risco também costuma ser o mais suscetível a oscilações do mercado, uma vez que é o mais exposto a mudanças econômicas e sociais.
  • Risco de Concentração de Crédito: este risco está atrelado à falta de diversificação das operações de crédito. Neste caso não se deve levar em conta somente a quantidade de clientes em carteira, mas também qual o setor da economia a que pertencem. Focar em apenas uma operação ou setor é sinônimo de risco pois a empresa creditícia se torna refém das condições deste mercado – se houver qualquer dificuldade econômica ou recessão o impacto será sentido imediatamente, através da dificuldade de geração de caixa, aumento da inadimplência e rolagem de dívidas, podendo levar a empresa a entrar em Default. 
  • Risco de Degradação do Crédito: neste caso o desafio é monitorar e acompanhar o desempenho das qualidades creditícias do tomador do empréstimo, para saber se há ou não manutenção de sua capacidade pagadora. Tanto pode ser a mudança no status de empregabilidade de um cliente pessoa física, por exemplo, quanto a diminuição no valor de títulos emitidos por governos e empresas.
  • Risco Soberano: este risco está fortemente presente nas relações internacionais de tomada de crédito (títulos de dívida públicas emitidos por países com baixas notas nas agências de risco, por exemplo), visto que se refere à incapacidade de pagamento do tomador do empréstimo em função de alterações legais ou restrições importas pelo país sede de suas operações.
  • Risco de Degradação de Garantias: este risco se parece com a Degradação do Crédito, mas ao invés de determinar a perda de qualidade creditícia foca na perda da qualidade das garantias dadas na operação de crédito – a situação creditícia pode estar normal, mas a garantia perdeu valor: um automóvel ou imóvel, por exemplo, que sofrem desvalorização excessiva em determinado espaço de tempo podem reverter as expectativas em relação ao risco de crédito da operação em questão.

O desenvolvimento de qualquer trabalho de treinamento em gestão de risco e análise creditícia deve sempre levar em consideração as diversas variáveis que englobam as operações financeiras, entregando um resultado completo capaz de desenhar e antever o comportamento destas variáveis, preservando o valor do negócio da entidade financeira.

 

Por Diogo Aguiar
Diretor Executivo, da Escola de Risco.

escoladerisco.com.br

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