Como a gestão de risco no varejo ajuda a prevenir as perdas de bilhões de reais

As empresas precisam escolher as práticas nas quais vão concentrar esforços e recursos, com base no retorno que podem lhes proporcionar. Então, se uma prática colabora evitando  grandes perdas financeiras, ela certamente merece a sua atenção. É o caso da gestão de risco no varejo, a qual pode ajudar essas empresas na prevenção do desaparecimento de bilhões de reais.

Você sabe como essa prevenção acontece? Bem, qualquer empresa apresenta suas vulnerabilidades provocadoras de sumiços financeiros e as varejistas não são exceção. Então, a gestão de risco permite identificar essas vulnerabilidades, analisá-las e encontrar a melhor maneira de lidar com as mesmas.

Neste post, você vai entenderá melhor como a gestão de risco poderá ser utilizada com o intuito de proteger sua empresa de varejo contra perdas de grandes valores monetários. Confira!

O que causa as perdas?

Ao longo da cadeia de processos das empresas varejistas, ocorrem desvios financeiros, que, cumulativamente, geram prejuízos consideráveis. A pergunta, portanto, é: o que está por trás dessas perdas? A ABRAS — Associação Brasileira de Supermercados elabora uma pesquisa anual sobre o assunto e, nessa pesquisa, ela identifica sete fatores principais. Veja abaixo quais são e sua porcentagem de participação no problema, segundo a pesquisa de 2017:

  • Quebra operacional, que inclui expiração do prazo de validade, danificação e deterioração de itens do estoque, entre outros (29%);
  • Furto externo (18%);
  • Erros de inventário (15%);
  • Outros ajustes (13%);
  • Erros administrativos, como planejamento inadequado de reposição do estoque (9%);
  • Furto interno (8%);
  • Fornecedores (8%).

Veja melhor a distribuição no gráfico abaixo, retirado da 17ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro de Supermercados, da ABRAS.

Como a gestão de risco no varejo ajuda a prevenir as perdas de bilhões de reaisAo falarmos em “outros ajustes”, nos referimo-nos a causas não especificadas. A sua empresa pode ter motivos de perdas específicas, relacionadas a características da própria organização ou na qual está inserida. Por isso, essa lista torna-se um bom ponto de partida,  mas não deve impedi-lo de identificar outras causas originadoras de perdas pertinentes ao seu varejo.

Agora você já sabe por que as perdas ocorrem, no contexto de uma empresa varejista. Então, é hora de entender melhor a atuação da gestão de riscos a fim de evitar essas situações e prevenir as perdas.

Como a  gestão de risco  no varejo auxilia na identificação de ameaças ao sucesso?

Explicando de maneira superficial, a gestão de risco faz parte de um processo de três etapas.

A primeira é identificar quais são as brechas para que cada uma das causas de perdas se concretize. A segunda, avaliar a probabilidade de concretização e as consequências associadas a cada uma das brechas. A terceira, determinar quais brechas demandam as ações e as providências adequadas, uma vez que os três principais caminhos possíveis são: prevenir o risco, eliminar ou reduzi-lo, transferir o risco e assumir o risco.

Esse processo parece complexo? Então, vamos entender melhor com um exemplo.

Uma rede varejista decide apostar na gestão de risco à prevenção de perdas. A primeira coisa a ser feita é, baseando-se nas causas principais de perdas (aquelas apontadas pela ABRAS), identificar as brechas existentes (na estrutura da empresa) em sua própria estrutura.

A partir da identificação, percebe-se que uma das brechas às perdas por furto externo é a falta de detectores nas portas; e  identifica outra por furto interno é a falta de um sistema de câmeras no estoque da empresa. Estes são dois exemplos, porém a empresa analisa todos os itens possíveis em busca de brechas. Uma das características da gestão de risco eficiente é baseia-se na observação do panorama geral.

Em seguida, a rede varejista avalia a probabilidade de concretização de cada risco e suas consequências. Através de cálculos e estimativas, chega-se à conclusão de que furtos externos são prováveis, todavia os furtos internos geram consequências financeiras graves. Entretanto, ressalta-se que essas são conclusões embasadas em dados, em números, não em palpites.

Finalmente, a rede varejista determina quais das circunstâncias de risco pedem ação imediata  e quais as providências adequadas.

Partindo desse pressuposto, a empresa conclui que as consequências financeiras dos furtos externos não são altas o suficiente a justificar o investimento em detectores nas portas e decide assumir o risco. Contudo, entende que as consequências financeiras dos furtos internos pedem a eliminação dos riscos, através da implementação de câmeras no estoque e outras medidas.

Ao constatarmos que, quando dizemos que a gestão de risco no varejo ajuda na prevenção de perdas, nem sempre isto significa apoderar-se de uma  ação. Em alguns casos, a ação seria mais cara do que a perda em si. Portanto, a gestão de risco permite inclusive compreender quando “não fazer nada” é mais vantajoso.

Qual é a importância de capacitar seus colaboradores em gestão de risco?

É possível identificar a gestão de risco no varejo através da ajuda externa de especialistas, por exemplo, contratando uma consultoria. É uma alternativa eficiente, mas não a única! Você também pode optar por oferecer capacitação aos seus colaboradores para que eles cuidem da gestão de risco da empresa. Assim, você está formando um time de profissionais para observar seu negócio, todos os dias, o tempo todo. O custo-benefício dessa alternativa é excelente, pois o investimento na capacitação é viável e suas vantagens são muitas.

Além disso, existe outro motivo relevante  pelo qual deve-se oferecer cursos e treinamentos de gestão de risco à sua equipe. Porque são os membros dela quem entendem melhor a empresa do que qualquer indivíduo de fora. Eles têm um olhar interno diferenciado, auxiliando na identificação de situações as quais mesmo um consultor experiente demoraria a perceber. Para completar, esse investimento colabora para a criação de uma cultura de gestão de risco dentro da organização. Em outras palavras, a gestão de risco passa a ser uma preocupação e uma responsabilidade de todos, independentemente de cargo ou setor, em vez de ficar limitada apenas às áreas específicas de gestão de riscos e controles internos.

Não se esqueça de como a capacitação ajudará  seus colaboradores a incorporar mais uma competência a seu currículo, o que é positivo à sua carreira profissional deles, seja dentro ou fora da organização. O fato da empresa investir em seu desenvolvimento,  também colabora à motivação e o engajamento a fim de que eles se sintam motivados e engajados no trabalho.

Conclui-se que há muitas vantagens em oferecer aos colaboradores uma capacitação em gestão de risco. O ponto pertinente à sua atenção é a escolha da instituição certa para fazer essa parceria, para ajudá-lo a desenvolver e ministrar o curso da maneira ideal. Nesse ínterim, precisa ser uma instituição a qual entenda de gestão de risco e também de educação corporativa.

Deseja conhecer mais sobre a gestão de risco? Então, converse com nossos especialistas e faça uma avaliação da cultura de risco na sua empresa!

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