A importância da gestão de riscos na saúde

Toda operação envolve riscos. Pequenos desvios nos procedimentos podem gerar grandes crises – financeiras, operacionais ou reputacionais. E na saúde – seja em um hospital, clínica ou em uma casa de repouso – estes erros podem custar a vida do paciente. 

O Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil 2018, do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess) da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) chama a atenção para o número de óbitos causados por eventos que poderiam ser prevenidos: cerca de 35% dos casos.

Portanto, nesta área, a consciência e a gestão do risco se faz urgente, necessária e deve ser constante. Inclusive para atender a legislação, que na Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 36, institui a necessidade de ações que promovam a segurança do paciente e a qualidade dos serviços prestados pela instituição. Como diria o ditado, “é melhor prevenir do que remediar”.

Neste contexto, até mesmo pequenos desvios considerados “normais” devem ser contemplados no processo de gestão dos riscos. E, para isso, a instituição precisa investir em educação em compliance para definir sua cultura de risco – com as normas e procedimentos que norteiam o dia a dia da operação e ações preventivas e corretivas para os possíveis imprevistos. Mas, principalmente, políticas que incluam todos os colaboradores, pois a gestão do risco é colaborativa e dentro de uma instituição todos devem ser gestores de risco.

Passo a passo do gerenciamento de riscos

A prevenção dos riscos implica em estabelecer formas de controlar ou prevenir uma situação de perigo ou erro. Para isso, alguns passos devem ser contemplados no processo:

  1. Identificação;
  2. Análise;
  3. Plano de ação;
  4. Acompanhamento;
  5. Melhoria contínua dos processos;
  6. Controle;
  7. Avaliação.

O plano de ação estabelece processos que garantam a gestão dos espaços e procedimentos com o objetivo de mitigar riscos como acidentes e quedas, dispositivos de vigilância dos medicamentos e farmácia, e taxas de infecção, comuns em instituições de saúde.

Entre os benefícios da gestão de risco na saúde, estão a prevenção e redução de processos jurídicos e indenizações, bem como a redução de custos e recursos da organização. Além disso, investir na implantação de uma cultura de risco, que considere todos os ameaças inerentes à operação e à rotina da instituição, e na capacitação dos colaboradores focada no comportamento, desenvolve gestores de riscos que previnem, mitigam e assumem os riscos com autonomia e segurança. 

Por isso, a Escola de Risco defende a importância da educação por meio de uma comunicação eficaz e um programa robusto de treinamento.

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